Abri a porta da geladeira e o tempo estava intacto.
O que era vivo se mantinha: o queijo em seu silêncio, o legume em sua cor, o frescor guardado como promessa que não se quebra.
O chão era espelho de luz mansa, e o cheiro da terra subia pelas frestas como hálito de quem cuida junto, mesmo sem estar.
Na janela, a horta crescia sem anseio da colheita. Nenhuma folha caía, porque o tempo se continha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário